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Apócrifo – Quando os sonhos terminam

 

Olá, amigos.

Continuando meu projeto Apócrifo lá vai mais uma música, “Quando os sonhos terminam”. Acabei demorando um pouco mais que o esperado pra concluir a canção, devido aos meus últimos contratempos no mundo real. Então, gostaria de pedir desculpas pelo atraso de uma semana no lançamento.

Dessa vez peguei uma letra bem antiga que estava guardada. Precisei adicionar mais uma estrofe, pra que ela tivesse o tamanho certo pro instrumental. A linha harmônica e melódica é completamente nova.

Eu estava usando uma outra letra, fiquei diversos dias tentando poli-la pra deixar perfeito, mas não deu certo de jeito nenhum. Assim, acabou sendo preciso mudar a idéia completamente e usar outra mensagem.

A previsão de lançamento da próxima música é dia 27 de julho de 2009.

Abraços, pessoal!

E lembrem-se: todos vamos morrer.

Link pra baixar: Apócrifo - Quando os sonhos terminam (73)

Luciano Ribeiro
Sejam felizes.

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Apócrifo – Quando os sonhos terminam (Luciano Ribeiro)

É quando faltam palavras que tem mais a dizer
Quando mais aparece que deseja sumir
É quando menos precisa que mais se procura
É quando os sonhos terminam que a vida usa o seu punho

Quando há desespero que se encontra energias
Quando vê a loucura que se sente normal
Quando seca o rosto que volta a sorrir
É quando os sonhos terminam que a vida usa o seu punho

Quando tranca as portas que espera visitas
Quando mais se engana que encontra a verdade
É quando mais se acostuma que precisa mudar
É quando os sonhos terminam que a vida usa o seu punho

E se me faltam idéias para a próxima linha
E se a voz não vier com o próximo grito
E se encaro a morte como uma nova vida
É quando os sonhos terminam que a vida usa o seu punho

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Homenagem e protesto sobre a morte de Michael Jackson

Michael JacksonVenho, ao mesmo tempo, prestar uma homenagem e fazer um protesto.

Este foi um grande artista. Uma pessoa de grandes realizações dentro da cultura de massa. Foi músico, compositor, dançarino, roteirista, diretor, produtor e um sem-número de outras atribuições. Em sua carreira obteve grandes feitos, muitos nunca superados e outros pouco lembrados.

Claro, existe o lado negro disso tudo. Ele talvez nunca soube, ou pouco tenha conhecido, do que é se desenvolver livre. Não confiava em ninguém a ponto de considerar seus “amigos” um monte daqueles manequins de plástico. Foi vítima de um acidente durante a gravação de um comercial que talvez tenha iniciado o seu processo de “decadência”, viciando-o em analgésicos e outras drogas. Enfim, tinha dois pés no mundo da fantasia criado por ele mesmo pra fugir dos fãs e da mídia antropófaga.

Há alguns dias a mídia e uma boa quantidade de pseudo-fãs ria dele, quando tentou iniciar uma nova turnê. Agora, todos vemos que mesma mídia e massa de pseudo-fãs é que estão protagonizando o show.

Michael Jackson foi devorado, mastigado, engolido e agora, depois de morto, vai ser regurgitado.

Eu fiz uma busca no Google momentos antes de vir aqui, pra fazer o meu próprio post. E, realmente, é triste ver como somos miseravelmente grotescos por dentro. Talvez muito mais que o monstro Michael Jackson que criamos.

Se você fizer o mesmo, vai ver as notícias e imagens que saíam sobre ele (muitas de poucos dias atrás, por conta dos 25 anos de Thriller). Todas as histórias, todos os comentários, as diversas maneiras como ele era atacado. O misticismo criado ao seu redor era tão grande que nem sequer acreditamos na notícia de sua morte. Achamos ser mais uma jogada de marketing, outra polêmica criada pela mídia. Esse é o nosso mundo, nosso inconsciente coletivo. Elegemos alguém pra ser o nosso monstro do jardim. Nosso ogro da floresta. Nosso dragão no castelo. Agora eu pergunto, vendo toda essa movimentação: quem era o monstro afinal?

Tenho vergonha.

Eu prefiro ficar com as músicas mesmo.

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Desculpas

Johnny Cash em fuga...

Queria pedir desculpas a todas as pessoas que procuraram por mim e eu não estava lá. Àquelas que quiseram estar comigo e eu fugi. Às pessoas que quiseram me amar e eu não deixei. Àquelas que precisaram de mim e eu decepcionei.

Queria pedir desculpas também por todas as vezes que ostentei uma falsa perfeição moral, agredindo os que não tinham medo de admitir a sua natureza humana.

Também peço àqueles que eu abusei do direito de ser humano e forcei erros e mais erros, falhas e mais falhas, com boas ou más intenções. Afinal, erros são sempre erros e machucam da mesma forma.

A você em especial, peço desculpas por ter deixado o telefone tocando, sabendo que tudo o que queria era ouvir a minha voz, desabafar sobre o dia ou me contar uma novidade. Desculpa. Saiba que hoje me arrependo de não ter permitido a sua aproximação. De uma forma que só o destino ou Deus sabe fazer, agora sofro o que mereço. Essa sensação de ficar esperando o telefone tocar e lembrar que mandei todos embora não é das melhores. Mas é o preço e eu preciso pagar. Talvez lhe console saber que passo por isso.

Existem também aqueles que não fui capaz de perdoar. Peço desculpas pelas coisas que falei, pelas artimanhas que tramei e também por ter ido tão longe em nome da vingança.

Peço desculpas por ter feito tantas besteiras em nome do orgulho, medo e egoísmo. Por aquelas vezes em que deixei alguém na mão apenas pra sair por cima. Por todos que ofendi por terem feito algo que considerei humilhação (muitas vezes nem eram). E todas as vezes que pensei apenas em mim, magoando alguém.

Desculpa, o problema é comigo.

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Libertação prenunciada

Liberdade Prenunciada

Você se esforça o máximo possível para recuperar certos momentos. Visões do passado volta e meia passeiam pela sua mente. São os velhos fantasmas de sempre. Mas agora eles tomam outras formas, têm outro rosto. Eles têm um rosto do qual você gosta, um rosto que gostaria de ter por perto.

Quando menos espera, já começou a se repetir. Se iniciam os mesmos ciclos e aquele velho filme volta a rodar. Na sua mente se projetam imagens, sonhos. Uma fusão, uma dança entre o imaginário e o real, entre as sensações que são causadas pela sua mente e aquelas que está vivenciando naquele exato instante.

Você abraça, você beija e sorri. Se pega repetindo gestos, criando novos e pensando que poderia ter feito isso antes. Mas então, acha melhor esquecer tudo, deixar pra lá. Afinal, o que passou tão pouco interessa que você nem mesmo sabe qual foi a última festa. Isso é o que gosta de dizer pra si mesmo.

É hora de seguir em frente, diz. E se inicia uma jornada em busca de satisfação pessoal. Se inicia outra caçada e, mais rápido do que imaginava, acaba encontrando conforto. Passa a viver cada dia com a intensidade da morte prenunciada, como se tivesse enxergado o momento exato, o instante preciso no qual o seu último suspiro será dado e então haverá a libertação final. E, por mais impressionante que possa parecer, isso lhe agrada.

É então que as obsessões vão ficando pra trás. Sem perceber, você criou um novo universo pra si. Muito mais amplo, muito mais profundo. Nada mais lhe causa medo, nem a possibilidade de perder tudo. Simplesmente por que quer, na realidade, abandonar todas essas coisas, tangíveis e intangíveis.

Agora, ao invés de penetrar o universo dos outros, compreender cada centímetro de razão, você procura oferecer espaço para que essas pessoas possam entrar com toda a criação delas. Sabe que não adianta segurar o tempo, uma vez que ele escorre, inexorável, pelas suas mãos e vai levando consigo tudo o que veio em sua companhia.

Você aprendeu uma lição importante e, mais do que isso, agora pratica essa lição. Perdeu a compreensão de tudo e, por isso mesmo, passou a entender, de verdade. Se há dor, algo está errado. Se há repressão, há dor. Começou a admirar esse processo em sua essência. Sente o que ele lhe proporciona, viaja com ele no peito, está com ele, mas acima de tudo, é ele.

Luciano Ribeiro

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Pronto pra morrer?

Você está preparado pra morrer? Essa pergunta, aparentemente simples e, ao mesmo tempo, difícil de responder, acabou me trazendo uma luz que não imaginava encontrar tão cedo. Tudo isso pelo fato de estar diante de uma brusca mudança na minha vida.

Quando você imagina a morte como algo presente nesse processo contínuo de acordar/desacordar que chamamos de vida, acabamos por dar menos importância a certos “detalhes”, não nos abalamos por besteiras. Passamos a enfrentar esses dias e noites como pequenas etapas a serem superadas e fazemos todo o possível pra não deixar pendência alguma.

Falando de minhas próprias experiências, posso afirmar que deixar pendências do passado, como fantasmas a lhe assombrarem é a maneira mais fácil de tornar-se alguém infeliz. É a isso que me refiro quando digo “pronto pra morrer”.

Se você contar com a morte no dia de amanhã (ou hoje mesmo), será que não buscaria aquela liberdade, cuja existência sabemos estar apenas dentro de nós? Você ainda manteria aquela rixa que sabe ser apenas questão de orgulho? Você deixaria de dizer o quanto ama alguém? Ou, mais ainda, deixaria de dizer que não ama alguém?

Deixemos a mediocridade de lado. Vivamos o presente contínuo. Saibamos que tudo muda. Impermanência. Realizemos nossos desejos. Façamos loucuras.

E lembrem-se sempre de avisar às pessoas: “todos vamos morrer”.

Luciano Ribeiro
Preparando-se pra morrer

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Um ano mais velho

Pra mim, fazer aniversário é um momento de reflexão muito maior do que quando é natal ou ano novo. A impressão que tenho é que as novas “fases” da vida sempre começam ou terminam na época dos aniversários.

Quando amanheceu o dia 18, eu quase podia sentir a linha que separava o que era antes do que estava me tornando naquele exato instante. Na verdade, realmente mudei.

Essa mudança têm se manifestando já há algum tempo em previsões, letras, e mesmo em atitudes. E, assim, inevitavelmente, me manifesto como um outro. Aquele que fui antes já era e isso é um fato.

Aos que lamentam minha morte, minhas condolências.

Aos que celebram minha nova vida, sejam bem vindos.

Luciano Ribeiro

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